APOSTASIA
Vejamos o que os dicionários falam sobre esta palavra: (1) Apostasia (em grego antigo apóstasis, "estar longe de") não se refere a um mero desvio ou um afastamento em relação à sua fé e à prática religiosa. Tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto. (Wikipédia); (2) Ato de apostatar; abandono público de uma religião por outra; abjuração. Abandono de uma doutrina, de um partido; deserção. (Aurélio).
Nas Escrituras a palavra “apostasia” aparece mais de cinco vezes, indicando o mesmo sentido abordado pelos dicionários – abandonar a fé.
É verdade afirmar que estamos vivendo um período crítico em relação ao trato das coisas de nossa fé, visto que além de estarmos enfocando outros aspectos da vida religiosa, mesmo irrelevantes para se viver o Evangelho de Cristo, há de uma maneira perceptível um debandar dos caminhos do Senhor, abandono de credos vitais para uma relação ímpar e santa com Deus, e uma ética que caminha à margem ou mesmo na contra-mão da verdadeira ética praticada e ensinada por Jesus, como marco característico de Seus seguidores.
O Evangelho já não é tão necessário ao homem perdido, nem tão pouco suficiente para uma mudança radical no pecador. Aliás o pecador já não é mais pecador, e pecado é o que mesmo? Arrependimento tem sido substituído por sermões de auto-ajuda, que torna o homem capaz por si só de promover o sucesso e vitória sobre todas as suas dificuldades e necessidades espirituais. Cristo não precisa ser o centro do homem, pois o próprio homem é que deve estar no centro, e todas as coisas devem gravitar à sua volta e a favor dele. O homem, o sucesso, a fama, o dinheiro, a aparência, etc., estão levando as pessoas a descobrirem que a vida religiosa com Deus, a dependência dEle, a oração, a Palavra Escrita, a santidade, têm perdido o valor para dar lugar aos valores materiais, o que pode ser visto e palpável, afim de que o homem tenha o respeito e o sucesso consagrado pelos seus semelhantes.
A literatura gospel ou alguma coisa do ramo, com apenas alguns vestígios bíblicos e sem qualquer compromisso com a verdade e autoridade da Bíblia, porém cheia que romantismo literário, metáforas em defesa do que importa é dar certo, mesmo que seu valor comprometa o puro ensinamento de Jesus, vem crescendo assustadoramente, dominando o pensamento cristão, norteando nossos púlpitos e formatando teólogos.
A prosperidade passa ser tema necessário e dominante das mensagens com o pretexto da felicidade de todos os seguidores de Jesus. É o assunto do dia em qualquer mídia e roda de dirigentes eclesiais, proporcionando o esquecimento das palavras do Senhor e seus Discípulos, costurando uma colcha de retalhos com textos isolados, vendendo os absurdos em nome de Deus. O cristão não olha mais para o céu, e sim para a terra com sua fama, poder e riqueza. Nossos levitas não compõem mais para ouvir o povo de Deus exaltar e adorar o Rei do Universo. O prêmio do trabalho agora é o faturamento da gravação de um novo produto a ser lançado no mercado.
Não me lembro da última vez que ouvi falar de santidade, pecado, arrependimento, estudo da Bíblia, oração, pregação do Evangelho, fruto do Espírito, etc. Parece que esses assuntos perderam força e o interesse dos pregadores. Até parece que não se precisa mais dessas coisas.
A voz profética está se calando nas fileiras do povo de Deus. É verdade que sempre existirá sete mil que não se dobra a Baal. Mas que Baal tem dobrado muita gente isso é inegável. O que determina a voz ressoada em nossos púlpitos não é mais a vocação profética pela inspiração do Espírito Santo, porém aquilo que agrada os ouvidos da platéia, os interesses de homens, e infelizmente, o que tem retorno financeiro assegurado. O Profeta é agora o profissional da pregação. O deslocamento dos pregadores não está sendo dirigido pela voz do Espírito Santo, mas por agendas pré-elaboradas, visando sempre um cachê ou oferta de amor, como melhor queiram expressar. A palavra abençoar é sinônimo de ofertar ao pregador. Enquanto isso a Igreja está sendo empanturrada de comida estragada, com altíssimo teor calórico, sem nenhum valor nutritivo, provocando uma avalanche para fora dos caminhos de Deus, apostasia.
Não há nenhum exagero em dizer que a apostasia começa pelo púlpito. “Não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29:18). Tomemos com exemplo a Igreja de Laodicéia (Ap 3: 14-22). Ela pensava que era poderosa, rica, abastada, não precisava de coisa alguma, porém o Senhor a declarou infeliz, pobre, cega e despida. Estamos sim na estação de Laodicéia, precisamos nos arrepender, voltar atrás, abrir a porta àquele que está batendo, para que nós e todos os demais abandonemos sim a apostasia e nunca os caminhos de Jesus Cristo.
Gostei do texto...
ResponderExcluirAmei o texto, é assim que creio e prego o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
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